Quinta-feira, Julho 28, 2005
As diferenças
Lembram que eu dizia que queria ver o que era o Brasil, pois certamente já não o reconheceria? Pois bem. Continua do mesmo jeitinho.
O reboco continua faltando, a Lagoa continua imunda, a poça d'água continua por lá dividindo espaço com os camelôs, o Paraíba da Sorte impressionantemente ainda existe e o pessoal continua dando um duro danado pra viver.
Mas claro, a praia continua uma delícia, o mercado de artesanato continua charmoso e a sopa do Pau D'Arco continua ótima e barata!
O que nunca tinha reparado e dessa vez me deu nos nervos?
Os flanelinhas. Antes eles existiam, mas agora estão por toda parte. A obrigação de ter 50 centavos ou 1 real no bolso é um saco. Mesmo quando só se pára um instante pra esperar alguém chegar, lá vem eles correndo. Antes até que eles deixavam na tua mão a decisão quanto ao preço da 'olhadinha'. Agora? Agora eles que fazem o preço:
- É 2 real.
- 2? Nem shopping são 2 reais...
Não é à toa que uma amiga passou por cima de um e por conta disso nunca mais foi de carro pelas bandas do Teatro Santa Rosa.
E o barulho. Nossa, o barulho! Um novo colega disse que ele sempre reparou que o barulho lá é intrusivo demais. Eu tive que sair pra perceber. Pelo menos no bairro do Miramar é impossível continuar a dormir após as 7:30 da manhã. É o caminhão de gás, é o sorveteiro vendendo 8 bolas a 1 real, o carro de som anunciando a nova Pet Shop com o preço que é só uma mordidinha, sem falar nas 1001 pessoas batendo na porta pedindo ou oferecendo de um tudo.
E o que é isso dos malabaristas nos sinais de trânsito? Eu francamente não sei se fico admirada com a habilidade do menino em manejar aquelas varetas ou se eu fico com medo dele vir e meter aquilo no vidro do carro. Se antes o mal-estar já existia por ver crianças tão pequenas na rua, agora então é ainda pior, pois afinal de contas, quem diria, elas têm talento. Ótimo! Elas têm talento, eu sempre desconfiei. Mas agora alguém, por favor, faça alguma coisa.
A feirinha. O que houve com a feirinha? Tenho que sair da comunidade da Feirinha no Orkut imediatamente.
Ironia?
Saí da Inglaterra enquanto aconteciam os atentados em Londres e um brasileiro era morto por lá pela polícia britânica, 'confundido' por terrorista. Vi toda a repercussão do Brasil. Ainda não sei como foi aqui.
Mais uma vez: não se preocupem que nós não moramos em Londres. Quem quer chamar a atenção explode bombas em grandes cidades, não na fazenda.
Cheguei no Brasil pra ver serem vendidas cuecas com estampas de dinheiro. Mensalão. O brasileiro faz piada de tudo. Será bom? Será ruim?
Impeachment: sim ou não? Já estou longe de lá, mas continuo de olho.
Voltei
João Pessoa. Inverno: 26º C
Rio de Janeiro. Inverno: 21º C
Sheffield. Verão: 13º C
Precisa falar mais alguma coisa?
Sexta-feira, Julho 15, 2005
Estar em JP
Gente, eu achei que teria tempo de estar sempre escrevendo, quem disse?? Tá sendo tudo tão corrido e nesse exato momento tenho André ao me lado perguntando: "Vamos?".
É ótimo, mas francamente já estou exausta!! E o pior é que com apenas mais uma semana pela frente, me dei conta que ainda não comi caju, não bebi água de coco e ainda não fui na Friberg tomar o meu sorvete favorito de tapioca com nata goiaba (vide coluna vermelha).
Mas na medida da correria tem sido ótimo, revendo tanta gente e lugares. Muitas fotos e impressões, mas os detalhes só mesmo quando voltarmos e eu puder sentar na frente do pc. Fazer isso aqui seria muito disperdício.
Xêros em todos!
p.s. é inverno, mas a praia mesmo assim está ótima!!!